Um pouco de história dos Bombeiros Sapadores de Leiria.
“Em 1880 ocorreu um imenso incêndio num quarteirão de casas em Leiria, reduzindo-o a escombros. O fogo começou numa olaria e desenvolveu-se com grande rapidez e, apesar da boa vontade de todos, apenas foi possível evitar que o sinistro se propagasse ao Convento de São Estevão.
Refira-se a propósito que, na cidade de Leiria, sucederam outros incêndios de grandes proporções de que apenas nos chegaram as seguintes referências muito sucintas:
11 Maio de 1898, nas casas de Manuel Pinto da Silva e Manuel da Silva Carvalho, na Rua Dom Dinis;
7 Janeiro de 1914, no edifício onde estava instalado o Grémio Literário e Recreativo, na Praça Rodrigues Lobo;
6 Setembro de 1016, no prédio de D. Márcia Costa, na Rua da Graça, incêndio reacendido no dia imediato;
26 Maio de 1917, numa casa da Rua São Brás, que servia de depósito de drogas (drogaria);
31 Agosto de 1917, no Prédio de António Costa Júnior, na rua de Tomar;
10 Março de 1974, no Hotel Central, na rua Vasco da Gama;
17 Junho de 1974, no edifício da Junta Distrital, na rua Marcos de Portugal.
Em nenhum destes sinistros, felizmente ocorreram mortes de pessoas.”
Em O FOGO, nº 63 de 1931, dizia-se que “depois de 37 anos de luta e labuta, vae a Corporação dos Bombeiros Voluntários de Leiria renascer das cinzas”, uma vez que fora fundada em 1 Abril de 1894.
“Soubemos que em 1932 a corporação inaugurou um pronto-socorro e que os quartéis das suas secções eram junto à estação dos caminhos de ferro e no lugar de Marrazes, tendo a Câmara Municipal proposto superiormente que lhe fosse concedido o grau de Comendador da Ordem de Benemerência pelos relevantes serviços prestados.
Com a criação do Corpo de Salvação Publica, denominado Bombeiros Municipais de Leiria, extinguindo-se a associação revertendo os seus haveres a favor da Câmara Municipal da cidade.”
Retirado do Livro Bombeiros Portugueses – Seis Séculos de História, 1395-1995, Volume I, SNB,LBP, da pág.78 e 123.